« - Ah, estás a pensar, Mitch. Mas o desapego não significa que não deixes a experiência penetrar em ti. Pelo contrário, deixa-a penetrar em ti totalmente. É assim que consegues largá-la.
Perdi-me.
- Pensa em qualquer emoção, o amor por uma mulher, ou desgosto por um ente amado, ou o que eu estou a passar, o medo e a dor de uma doença mortal. Se te prendes nas emoções, se não te permites vivê-las completamente, nunca podes desapegar-te, estás muito ocupado em ter medo. Tens medo da dor, tens medo do desgosto. Tens medo da vulnerabilidade que o amor implica.
Mas , atirando-te a estas emoções, permitindo-te mergulhar nelas, completamente, até ao pescoço, mesmo, estás a vivê-las completa e totalmente. Sabes o que é a dor. Sabes o que é o amor. Sabes o que é o desgosto. E sé depois poderás dizer “Está bem. Experimentei esta emoção. Reconheço esta emoção. Agora preciso de desapegar-me desta emoção por um momento.”
(…)
Pensei em quantas vezes isto era necessário na vida quotidiana. Como nos sentimos sós, às vezes ao ponto de chorar, mas não nos permitimos soltar as lágrimas, porque não é suposto chorarmos. Ou como sentimos uma vaga de amor por um parceiro mas não dizemos nada, porque estamos paralisados com medo do que essas palavras poderiam fazer á relação.
A abordagem de Morrie era exactamente oposta. Abre a torneira. Banha-te na emoção. Não te magoa. Só vai ajudar. Se deixares entrar o medo, se o vestires como a uma camisa usada, então dizes a ti próprio “Tudo bem, é só medo, não tenho que deixá-lo controlar-me. Estou a vê-lo pelo que é”:
O mesmo para a solidão: deixa-te ir, deixas as lágrimas correr, sentes a solidão completamente, mas por fim és capaz de dizer: “Pronto, este foi o meu momento com a solidão. Não tenho medo de sentir-me só, mas agora vou pôr essa solidão de lado, e saber que há outras emoções no mundo, e que as vou experimentar também.”»
Perdi-me.
- Pensa em qualquer emoção, o amor por uma mulher, ou desgosto por um ente amado, ou o que eu estou a passar, o medo e a dor de uma doença mortal. Se te prendes nas emoções, se não te permites vivê-las completamente, nunca podes desapegar-te, estás muito ocupado em ter medo. Tens medo da dor, tens medo do desgosto. Tens medo da vulnerabilidade que o amor implica.
Mas , atirando-te a estas emoções, permitindo-te mergulhar nelas, completamente, até ao pescoço, mesmo, estás a vivê-las completa e totalmente. Sabes o que é a dor. Sabes o que é o amor. Sabes o que é o desgosto. E sé depois poderás dizer “Está bem. Experimentei esta emoção. Reconheço esta emoção. Agora preciso de desapegar-me desta emoção por um momento.”
(…)
Pensei em quantas vezes isto era necessário na vida quotidiana. Como nos sentimos sós, às vezes ao ponto de chorar, mas não nos permitimos soltar as lágrimas, porque não é suposto chorarmos. Ou como sentimos uma vaga de amor por um parceiro mas não dizemos nada, porque estamos paralisados com medo do que essas palavras poderiam fazer á relação.
A abordagem de Morrie era exactamente oposta. Abre a torneira. Banha-te na emoção. Não te magoa. Só vai ajudar. Se deixares entrar o medo, se o vestires como a uma camisa usada, então dizes a ti próprio “Tudo bem, é só medo, não tenho que deixá-lo controlar-me. Estou a vê-lo pelo que é”:
O mesmo para a solidão: deixa-te ir, deixas as lágrimas correr, sentes a solidão completamente, mas por fim és capaz de dizer: “Pronto, este foi o meu momento com a solidão. Não tenho medo de sentir-me só, mas agora vou pôr essa solidão de lado, e saber que há outras emoções no mundo, e que as vou experimentar também.”»
Mich Albom in As Terças com Morrie

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